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Serendipidade

(inglês serendipity) substantivo feminino 1. A faculdade ou o acto de descobrir coisas agradáveis por acaso. 2. Coisa descoberta por acaso.

Serendipidade

(inglês serendipity) substantivo feminino 1. A faculdade ou o acto de descobrir coisas agradáveis por acaso. 2. Coisa descoberta por acaso.

Ema, meu amor... #2

Eu sei que neste post disse que qualquer dia podias treinar os teus dotes artisticos em mim, mas não era preciso começares a treinar já com o  creme ISDIN AF (Anti-fúngico).É que quando te acabei de vestir o pijama, tinha creme espalhado por toda a cara!

Koninginnedag ou o Dia da Unidade (2009)


Faz hoje dois anos que estava em Amsterdão para esta festa onde os edíficios e pessoas se vestem a rigor nas cores do país, especialmente no laranja da casa real. Já tinha ouvido falar várias vezes desta festa através  de colegas, mas não sendo muito dada a festas e confusão, nunca me chamou muito à atenção.  Quando no ano anterior o L. a viver em Amstersão descreveu ao  J. (ele sim sempre pronto para a festa) , soube de imediato que esse seria um dos nossos próximos destinos.



 



O dia da Rainha é um feriado onde se comemora o nascimento da Rainha e teve o seu íncio com a Rainha Wilhemina que nasceu a 31 de Agosto de 1885, mas viu a sua data alterada pela rainha Juliana para 30 de Abril à cerca de 50 anos.



 




 


 



Saímos a meio da manhã, devidamente equipados de laranja, com óculos e chapéus ridiculos e que faziam parte da festa. Quem nos visse quase que nos confundia com os locais. Começamos por passear pelas ruas mais perto de casa do L., onde começámos por ver as vendas de brinquedos, livros, roupas entre tantas outras coisas paras as quais as pessoas já encontram utilidade. Segundo o banco ING, estima-se que sejam cormecializados neste dias cerca de 200 milhoes euros, distrinuidos por 1.8 milhoes de vendedores em todo o País.



 


 



 


 



Para além das vendas, encontrámos em quase todas as ruas animação, fosse na forma de concertos, dança ou jogos para crianças onde os adultos participavam de boa vontade.



 


 



 


 


 


 


Por volta da hora de almoço, e porque de manhã, a maioria das pessoas estaria certamente a recuperar da noite da rainha, comemorada na véspera com concertos e muita  cerveja nas principais praças da cidade, as ruas e os canais começaram a encher, tornando-se mesmo dífícil circular no meio da multidão.


 


 



 


 


 


 Os canais normalmente calmos e discretos, pareciam um estrada principal em hora de ponta cheia de cor e alegria e música.


 


 



 


 



Se me perguntassem antes, nunca classificaria esta como o meu tipo de festa, visto que não sou amiga de confusões, multidões e até mesmo álcool, que é através da cerveja um interveniente constante ao longo deste dia. 



 



No entanto, eu que normalmente sou discreta, saí à rua com um chapéu de peluche em forma de coroa (bastante feio e rídiculo), t-shirt laranja e andei metade do tempo com uns óculos também laranjas. Não me importei por um minuto, e hoje se me perguntarem voltarei à primeira oportunidade. Percebi porque lhe chamam "saamhorigheid" (dia nacional da unidade), pois todos saem à rua com a única intenção de se diveritirem e conviverem com o resto das pessoas que os rodeia, sem conflitos e perconceitos.



 


Recomendo que se um dia puderem participem nesta festa, porque vale mesmo muito a pena.


 


 


Publicado no Olhar à minha Volta a 30.04.2011

Música e Fruta

Na manhã antes de entrar para o Cruzeiro tínhamos umas horas para gastar e por isso resolvemos ir conhecer um pouco mais de Estocolmo e à saída do Hotel lá nos dirigimos em direcção à Estação Central. Cerca de  dois quarteirões mais à frente virámos à esquerda, contrariando a maré de pessoas que se dirigiam ao centro histórico.  

 

Decidimos nessa manhã e conhecer a zona comercial.  Pode-se dizer que o predominante sobre estas ruas pedonais são as lojas H&M presentes "literalmente" em cada esquina e também as lojas de Design sueco que muito me tentaram, mas às quais consegui resistir quando racionalmente me apercebi que não encontrava utilidade para a maioria dos objectos.

 

Mais ou menos a meio dessa rua (Slodjgatan) deparámo-nos com a  Hötorget (praça do mercado) e com a KonsertHuset (Sala de Concertos) onde é realizada anualmente a cerimónia de entrega dos prémios Nobel e que também alberga a Real Orquestra Filarmónica de Estocolmo. Esta sala de concertos foi construída entre 1923 e 1926 em estilo néo-clássico e um dos últimos exemplos deste estilo de arquitectónico na cidade de Estocolmo, o mais popular na Suécia no virar do século XX.

 

 


 

 

A praça onde se encontra esta sala de concertos alberga mercados desde a época medieval, continua ainda hoje e durante o Verão a albergar mercados ao ar livre. No dia em que tirei estas fotos, era dia de mercado de frutas, legumes e flores. Este mercado ocorre todos os dias, sendo que de segunda a sábado vende produtos vegetais e ao domingo transforma-se numa mercado de antiguidades.

 

 





Inicialmente podiam-se encontrar neste mercado todo o tipo de produtos alimentares, como carnes, leite, vegetais e fruta. No entanto e por razões sanitárias a 1 de Janeiro de 1914 foi proibida a venda de carne animais como vacas, porcos, cavalos ou ovelhas. Mais tarde nesse ano foi também proibida a comercialização de aves, peixe fumado, farinhas, leite e queijo. Estes comerciantes mudaram-se para o Centralsaluhallen (Mercado Central) , ficando apenas nesta praça os comerciantes de plantas, frutas e vegetais que perduram até aos dias de hoje.





 

 

 

A fruta nas bancas tinha tão bom aspecto que até mesmo eu, que não aprecio fruta, tinha uma vontade enorme de estender a mão e ir provando os vários frutos vermelhos e de aspecto suculento que se encontram expostos.

 

A atracção principal desta praça é a fonte de Orfeu, criada por Carl Milles, um dos escultores suecos mais famosos do século XX. 

 

 


 

 

Pubicado no Olhar a Minha Volta a 30.08.2011

 

E foi ao vê-la à noite...

... que me apaixonei por Estocolmo.



 

 

Estocolmo é uma cidade linda, cheia de monumentos e um centro histórico muito bem conservada, uma arquitectura constrastante e com um ambiente especial por se encontrar rodeada de água, mas isso será assunto para outro ou outros posts.








Mas à noite (a noite possível no Verão dos Países Nórdicos), com os reflexos das luzes na água, a cidade ganha um outro encanto e vida, onde as esplanadas se enchem e as gargalhadas das pessoas se espalham pelo ar.


 

  

 


 

 

Publicado no Olhar à minha volta a 5.8.11 (visita a Estocolmo num cruzeiro realizado em Julho de 2011)

 

I Luv It!

Não me fazem a pergunta todos os dias, nem nada que se pareça, mas tenho muitas vezes a noção que o J. não tem muita noção do trabalho que a casa e a Ema dão, para além do dia de trabalho.

 

Pai chega a casa: credo o que se passou aqui?!
- Bem! Todos os dias quando chegas a casa, perguntas que raio fiz durante o dia todo... Pois hoje não fiz!!!!

 

 

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Retirado daqui

Porvoo, baptizada por um castelo e um rio

 



Na minha curta e suficiente passagem pela Finlândia, reconheço que o País não me fascinou e cuja arrogância e antipatia da guia, não augurou nada de bom sobre as pessoas desse país. Talvez esteja a cometer o erro de julgar muitos pela atitude de uns, mas foi esse o sentimento com que fiquei após este dia de visita.



No entanto o passeio até à cidade de Porvoo foi bonito e esta cidade medieval do século XIII tem um encanto bastante grande no seu centro antigo, onde todas as casas são de madeira pintada dando-lhe um ar bastante pitoresco.

 








No caminho para Porvoo, páramos  para visitar a antiga igreja de Sipoon. Esta igreja construída no século XV (uma das mais antigas da Finlândia) é construída de pedra e madeira, apresentado uma arquitectura e decoração muito simples. 

 

Assim que chegamos, chama a atenção o pequeno cemitério às suas portas, com todas as sepulturas tratadas sem distinção, apresentando a mesma lápide e flores, tornando-se esta homogeneidade parte integrante da beleza do local.







O seu interior mantém a simplicidade do exterior, sendo decorada apenas com algumas pinturas e brasões dos séculos XV e XVII.







Seguindo caminho para Porvoo, a vista que temos assim que saímos do autocarro é de tirar a respiração, com as casas de cores diversas sobre o rio criando reflexos coloridos em pleno contraste com do verde da Natureza.

 

O nome Porvoo foi dado por uma fortaleza sueca junto ao rio Porvoonjoki que atravessa a cidade. Porvoo foi uma adaptação finlandesa ao nome sueco: Borgå que sinifica castelo e rio.








Ao entrarmos pela cidade, vemos que a arquitectura simples e de madeira se mantém, mas que é nos pequenos detalhes que reside o maior encanto.  O centro histórico de Porvoo esteve para ser destruído no século XIX, para ser substituído por um novo centro urbano. Este plano foi cancelado devido à resistência da população liderada pelo Conde Louis Sparre.






Detalhes como as tabuletas em ferro forjado ou madeira que anunciam cada loja, hotel ou restaurante,




 


ou como as flores e pequenos objectos que encontramos posicionados de forma perfeita em cada uma das portas por onde passamos








ou finalmente, pelas cadeiras e mesas que encontramos em várias esquinas, normalmente enfeitadas com flores frescas, como que a convidar-nos a sentar e apreciar a paz que se vive nesta cidade.





 

 

Publicada no Olhar a minha Volta em Agosto de 2011

 

 

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