Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Serendipidade

(inglês serendipity) substantivo feminino 1. A faculdade ou o acto de descobrir coisas agradáveis por acaso. 2. Coisa descoberta por acaso.

Serendipidade

(inglês serendipity) substantivo feminino 1. A faculdade ou o acto de descobrir coisas agradáveis por acaso. 2. Coisa descoberta por acaso.

Na rota da gula

Desde sempre que no caminho para Sines, ao passar na auto-estrada e ver o castelo de Palmela que tive curiosidade de o visitar.

 

Este sábado e com o objectivo de ir peticar à feira de queijo, pão e vinho de Palmela, aproveitámos paradar um passeio pela Vila de Palmela de modo a conhecer o seu castelo e estrear a máquina em fotografias de exterior.


Palmela foi conquistada aos mouros por D. Afonso Henriques em 1147 e mais tarde em 1190, D. Sancho I, como recompensa pelo apoio militar na reconquista da vila, doa o Castelo de Palmela aos cavaleiros de Santiago. A permanência da Ordem Religiosa Militar teve uma grande importância a vários níveis, pois fomentou o povoamento, a defesa do território e a conquista de novos espaços territoriais.


Começámos por deambular pelas ruas estreitas do centro histórico que se desenvolveu ao longo da encosta do castelo, adaptando-se ao seu relevo acidentado e onde a maioria dos edificios parecem precisar de restauro.




 

 

Algo bastante comum nas casas desta zona, são as imagens quer em forma de painéis de azulejo  com simples cenas do dia-a-dia ou imagens de religiosas, quer em forma de grafittis com mensagens políticas de um partido Português. 

 

 


 

 

Ao contrário dos edificios do centro histórico, os espaços verdes encontram-se muito bem tratados, dando um ar mais alegre e cuidado à vila que tem um ar velho e cansado.

 

 


 

 

O Castelo de Palmela, tem origem árabe, edificado depois da conquista desta região aos visigodos, mas onde os testemunhos arqueológicos que podem ser visitados no museu do castelo, apontam para uma ocupação desde o neolítico.

 

Chegando ao castelo que se encontra ao no topo da encosta, podemos verificar que este também se encontra a precisar de recuperação pois as suas paredes apresentam muitos sinais de desgaste. 


 


 

 


 

 

Apesar do S. Pedro de novo não ter ajudado, fazendo com que pairasse uma neblina no horizonte, não permitindo que a vista alcançasse grandes distâncias, dá para imaginar que com o céu limpo, a vista do castelo é a actriz principal em qualquer visita a este monumento.

 

 


 

 

 

Depois de terminada a visita à vila, partimos em rumo  à feira onde imaginávamos que nos iríamos encher de petiscos, à semelhança do que aconteceu à dois anos na feira de Santarém. 

 

Começámos por um passeio para ver os animais que eram o centro das atenções das crianças e de alguns adultos e que nos olhavam pacientemente enquanto comiam. 

 

 


 

 

Talvez as expectativas fossem demasiado altas, mas a feira era mais pequena do que imaginámos e sem as tasquinhas que tanto esperávamos, pelo que optámos por comprar uns petiscos para levar e ir jantar a casa. Os queijos, pão e vinho da região que comprámos eram deliciosos, mas o que soube melhor foram uns morangos bem vermelhos comprados já a caminho do carro.

 

 


 

 

Publicado a 2.4.11 no meu ex-blog: Olhar a minha volta

 

 

Contraste

 



Há uns anos os meus decidiram que gostariam de ter um monte no Alentejo. Que algures a vida do campo, desde que suficientemente perto da praia seria algo que eles iriam adorar. Até certo ponto acertaram, mas acima de tudo o que eles não contaram foi com o trabalho que dá tratar um terreno por muito pequeno que seja. 

 

Eu adoro ir para lá. É o meu refúgio do "não fazer nada" e ser mimada pelos pais até mais não. Quando os dias de descanso terminam, tenho sempre as energias recompostas e a mente numa paz que não é possível em Lisboa. As gatas nem se fala. A liberdade de poder andar pelo quintal não tem preço e a factura paga-se à noite e no regresso a Lisboa, onde dormem um sono tão pesado que parece que para elas o mundo já não existe.

 

Esta fotografia foi tirada na Primavera de 2003, quando andava a experimentar a nova (agora velhinha) Canon G5.  Essa máquina, que já entrou para a reforma, foi a prenda que me ofereci com o primeiro ordenado.

 

 


 


A simplicidade de uma flor que anuncia a chegada da primavera, à porta de uma escola primária abandonada, como tantas outras pelo interior do nosso país.


 

Publicada a 16.3.2011 

 

Vacinar ou não vacinar? Vacinar!

Hoje enquanto deambulava pelo facebook encontrei um artigo da Melinda Gates em que ela dizia:


 



"We take vaccines so for granted in the United States," Gates told the Huffington Post in a prerecorded interview published on Thursday. "Women in the developing world know the power of [vaccines]. They will walk 10 kilometers in the heat with their child and line up to get a vaccine, because they have seen death. [Americans have] forgotten what measles deaths look like."



 


E lembrei-me do artigo em baixo. E se é verdade que qualquer pai ou mãe tem medo do que possa acontecer aos seus filhos, das doenças inimagináveis que os podem atacar de um momento para o outro, e até, levá-los prematuramente das nossas e das suas vidas. A verdade é que como pais e adultos racionais, temos de tentar perceber o que pode efectivamente causar essas doenças (sabendo que a maioria até, não podem ser prevenida) e estar atentos a qualquer sintoma.


Na minha opinião devemos confiar nos pediatras que escolhemos para cuidar dos nossos filhos, afinal estamos a colocar a sua saúde nas mãos deles e se tivermos dúvidas podemos pedir uma segunda e até uma terceira opinião. Acreditar em estudos que foram classificados como fraudulentos parece-me ir pelo caminho mais fácil e culpar as vacinas por algo que não sabemos explicar.


Mas, e as doenças a que sujeitamos os nossos filhos e as outras crianças ao não os vacinar? Doenças como sarampo, cujos números de infeção têm crescido nos EUA, devido a campanhas realizadas por "celebridades" que conseguem influenciar a opinião publica.


 


Eu sei que vão dizer que cada pai tem o direito de decidir o que quer para os seus filhos. Eu também não gostava que interferissem nas minhas decisões. Mas, será que também têm o direito de interferir na saúde pública e na saúde dos outros? Uma das primeiras coisas que aprendi nas minhas aulas de filosofia foi " A nossa liberdade acaba quando começa a liberdade dos outros". Por vezes é dificil perceber as fronteiras, mas para mim neste caso é claro: Eu vacino a Ema.


 



It was never my intention in life to become a vaccine advocate. I have to do enough just advocating for my kids, as two of three are on varying degrees of the autism spectrum. Multiple times a year we have to draw up new treatment plans, new IEPs, start calling people out when things are not done the way we need them, making sure no one is trying to circumvent the younger child’s service dog, etc. It’s a tiring process, and I really don’t need anything else added to it.


Then I came to the realization that advocating for vaccines and autistic individuals are, in many cases, becoming one and the same, and I have no choice but to fight.


Despite the fact that Andrew Wakefield’s disastrous and fraudulent study linking autism to the MMR vaccine has been disproven and debunked, there is still a large segment of the population that suspects, or just flat-out still believes, vaccines cause autism.  In addition, there are plenty of fringe groups, “crunchy” parenting boards, Facebook communities, and high-priced celebrity doctors more than willing to prey on those beliefs and scare parents out of vaccinating their children.


In other words, they are using my kids to scare other parents out of not getting shots.


I read through many of these anti-vaccine sites, and I read through many of the comments of articles published about vaccines in the mainstream media, and I was just truly blown away. Vaccines are blamed for everything from common skin rashes to the Sandy Hook school shooting. But the big thing, every time on every group or thread, is autism. Autism is a scourge. Autism is a tragedy. Autism is taking our children away. My autistic child is damaged, I was told, and vaccines are  to blame. The more I read, the angrier I became.


As an autism parent, it offends me my children’s condition is being used to scare people away from life-saving medicine. I don’t want that to happen. It angers me that there are people out there who truly think my children and others like them would be better off dead than just a little different. It’s what the anti-vaccine community has come to in many cases— a hatred of all things autism. I have seen parents like me stand up on this comment threads or in these Facebook groups and state how wonderful their children are and how they wouldn’t trade them for anything only to be told they are foolish and crazy. I have also seen adult autistics make very reasoned and well-constructed arguments on the same points, only to either be completely ignored or called horrible names. I don’t understand how people become that filled with hate and paranoia, and I don’t think I ever will.


Life with autism isn’t all sunshine and rainbows. Aggression issues are no picnic to deal with when your child becomes taller than you are. School is a nightmare when both learn so differently, and both literally scream and fight during homework. When one loves the crowds and excitement, the other one is surely melting down and demanding to go home. Changes in routine freak them both out and I’ve learned to comfort on the fly, big time. Our house is stocked with yoga balls, weighted blankets, fidget toys, iPads, and every sensory toy you can imagine. And did I happen to mention I have a third child to keep happy during all of this too?


But despite the difficulties, I have a AA hockey player who is finally starting to socialize properly in middle school. And his younger brother is making it into puberty without much incident and is showing promise as an artist and a soccer goalie. They are happy, amazing kids who are in many ways like neurotypical  boys. They are not damaged. They are not lost. They are not broken. They are mine. And they are fully vaccinated.


So I would like to take a stand right now and demand that my children not be used as your reason not to vaccinate. Better yet, don’t use any autistic person as an excuse not to vaccinate. Sadly, there are those who do believe the anti-vaccine hype, so that means it is the responsibility of the rest of us to speak up.


 


Text retirado daqui


 


 


Pág. 1/4