Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Serendipidade

(inglês serendipity) substantivo feminino 1. A faculdade ou o acto de descobrir coisas agradáveis por acaso. 2. Coisa descoberta por acaso.

Serendipidade

(inglês serendipity) substantivo feminino 1. A faculdade ou o acto de descobrir coisas agradáveis por acaso. 2. Coisa descoberta por acaso.

Pelos caminhos do 28

Já há vários anos que eu e os meus pais falávamos de dar o passeio do 28E. Nunca encontrámos tempo, outras prioridades (muitas vezes menos prioritárias na realidades) se sobrepunham e nem a compra da máquina nova em Abril deste foi motivação para o fazermos. As desculpas era muitas, outros sitios para ir, o tempo não estava propício à fotografia, e acima de tudo, a preguiça de quem não se gosta de levantar cedo ao sábado. 


 


Até que chegou o dia, aguçado não só pelas descrições dos meus pais, mas também pelas histórias do Rafael Santos que muito me divertem quando leio. 


 


Por volta das 10h lá estávamos, em frente ao cemitério dos Prazeres, ponto de partida do eléctrico. Rápidamente percebi a insistência do meu em irmos cedo. Os lugares são rápidamente ocupados por turistas, ávidos como eu, de se aventurarem pelas tuas estreitas dos nosso bairros mais típicos.


 


 


 



 


 



Com os solavancos característicos dos nossos electricos antigos, vieram as memórias das muitas viagens que fiz em criança com os meus avós, entre Belém e a Baixa, há muitos e muitos anos. partimos e nessa altura percebi a importância de ir cedo: arranjar lugar sentada. Não seria bonito de ver a minha habilidade para o equilibrismo e tirar fotografias ao mesmo tempo, ao contrário da Susana que se saiu muito bem.




 




O passeio inicia-se em direcção à calçada da estrela. O eléctrico demora-se um pouco na paragem em frente à Basílica, o que permite tirar umas fotografias. Do outro lado, o Jardim da Estrela, já documentado neste post.



 


 



 


 



Continuamos em direcção a S.Bento, de onde partimos pela Calçada do Combro a caminho do Chiado. Aqui a velocidade do eléctrico e as ruas estreitas apenas permitem alguns vislumbres de casa e ruas.



 


 



 


 



No largo do Chiado, lá nos espera a estátua de Camões. Aqui as ruas já me são mais familiares e sua largura já permite tirar algumas fotos não só ao largo, mas também à igreja da Nossa Senhora da Encarnação



 


 



 


 



 


 


O eléctrico segue em direcção à Baixa onde fila de pessoas para entrar é impossivelmente grande. Aqui a maioria dos turistas, espera junto à retrosarias que ainda sobrevivem nesta zona, por um lugar no caminho para o Castelo.


 


 



 


 


No caminho ainda passamos pela Sé,


 


 



 


 


e por alguns miradoros,


 


 



 


 



até chegarmos ao destino pelo qual a maioria ansiava, O Castelo, que com honras de apresentação em vários idiomas, deixa-nos finalmente com espaço para respirar e alguns lugares vagos. A vista, apenas do eléctrico já é deslumbrante e fica a promessa de voltar para a apreciar melhor.



 


 



 


 



 


 



Passado o Castelo de S. Jorge, vamos agora para a reta final da nossa viagem, mas ainda ficam a faltar as passagens pela Graça em direcção à Almirante Reis e Martim Moniz. 



 



Nos caminhos da Graça, as ruas estreitas quase que nos permitem esticar a mão a agarrar o pão e azeitonas nas mesas dos restaurantes. As ruas tão estreitas não permitem muitas fotografias, mas o que interessa aqui é apreciar o ambiente tipico que nos rodeia. 



 


 



 


 


Publicado no Olhar à minha volta  (já descontinuado) a 11.08.2011

Calinadas

As calinadas no Português vão-nos passando pelos olhos ou ouvidos um pouco por todo o lado, e se por vezes até passam despercebidas, outras é verdade que me deixam de cabelos em pé. Um desses exemplos é a palavra “hades”, mas existem outras como podem ver abaixo ou mesmo lendo o artigo completo no site do CulturaX.

 

Se é verdade que alguns do erros escritos que vemos, podem ser justificados por algumas trocas no teclado ou por correctores automáticos de telemóvel, outros existem que são ignorância ou falta de cuidado com o que se escreve.

 

No entanto, existem palavras como o “matado”, “limpado” a que tenho de me obrigar a usar, pois a mim pelo menos não me soam nada bem. Fico sempre na dúvida e lembro-me que são estas exactamente por me lembrar que são as que soam mal.

 

1. Hades
“Hades cá vir bater à porta! Hades, hades”! Não, não hades. Porquê? Porque Hades é um deus da mitologia grega, o deus dos mortos, e nada mais do que isso. A forma correcta desta expressão é‘hás-de‘, que deriva do verbo haver (como podes verificar nos diapositivos seguintes, este verbo safado é causador de muita confusão desnecessária). A expressão ‘hadem’ também não significa o mesmo que hão-de, e essa nem sequer é um deus grego. É só mesmo uma palavra inventada e feia

 

2. Trás/Traz
A cada dia que passa, lá vemos um pontapé nestas duas palavras que nada têm que ver uma com a outra. Façam lá o favor de aprender: ‘trás’ é o contrário de ‘frente’ e ‘traz’ é uma conjugação do verbotrazer, na 3ª pessoa do singular. Não podem confundir, porque estão tão relacionadas uma com a outra como a Manuela Moura Guedes está relacionada com o avião desaparecido da Malaysia Airlines. “Traz-os-Montes”? Não! Ninguém traz os montes! “Ele trás o carro” também não está minimamente correcto.

 

3. Morto, morrido, matado
Apesar de aparecer muito frequentemente na internet e até na televisão (é triste, mas é verdade), a expressão “depois de ter morto a mulher” está completamente errada! Morto é a condição de não estar vivo, simplesmente. Ponto final, não há outro uso para esta palavra. O que se deve dizer é “depois de ter matado a mulher”, que, apesar de ser feio e de até soar ligeiramente mal, está mais do que correcto! Portanto parem de dizer “ter morto”. Quem está morto é o Português, por causa deste tipo de coisa. O mesmo se aplica a outros verbos, como, por exemplo “ter limpo”/”ter limpado”.

 

(...)


5. Mais bem, mais bom
E esta? Ui, menino! É certo que, em algumas situações, “mais bem” ou “mais bom” devem ser substituídos por “melhor”. NO ENTANTO, isto nem sempre acontece! Dizer coisas como “isto está melhor escrito” é tão errado como piratear e publicar fotos privadas das celebridades. A expressão correcta é – e sempre será – “isto está mais bem escrito”! Pode ser?

 

6. Hífenes
Todos os dias passamos pelo Facebook e vemos um monte de palavras nas quais tu colocas-te um hífen onde não o havia. Já agora, não reparaste em nenhum erro na frase anterior? Então foste mesmo tu, seu/sua delinquente!
Por favor, não confundam ‘passas-te’ com ‘passaste’, ‘colocas-te’ com ‘colocaste’ e muito menos ‘passamos’ com ‘passa-mos’.
‘Colocaste’ está no Pretérito Perfeito e o equivalente na 1° pessoa é ‘coloquei”. ‘Colocas-te’ está no Presente do Indicativo e o equivalente na 1° pessoa será ‘coloco-me’. Já de ‘passamos’ para ‘passa-mos’, altera-se o modo, o tempo, e até a pessoa!
Este é o erro mais comum na net, o mais absurdo, o mais horrível, e o que mais vontade dá de pontapear o ecrã do computador.
Tirar hífenes de onde deviam estar, fazendo o processo oposto, é um atentado igualmente grande.


7. Há / à / á
Não há aqui nada que enganar (ou, pelo menos, não era suposto haver). O primeiro é uma conjugação do verbo haver, o segundo é uma contracção e o terceiro é estúpido.
Quando dizemos “Já vi esse filme há uma semana”, estamos a dizer que já passou uma semana desde que vimos o filme, utilizando o verbo haver para o efeito. Dizer “à uma semana” é ridículo, pois o à é simplesmente uma contracção da preposição a com o artigo definido/pronome demonstrativo feminino a, e usa-se apenas em frases como “amanhã vou à praia”. A terceira opção, o á, é apenas estupidez, porque nem sequer existe como palavra, isolado.
Entendido? “Não vou há praia à uma semana” está, portanto, completamente errado.

 

8. Ç
Por vezes, vemos pessoas a escrever frases inspiradoras no Facebook, ou mesmo a partilhar imagens com frases que já têm centenas de partilhas, e aparece, lá no meio, uma “palavra” bela: “Voçê”. É um dos grandes problemas dos jovens, apesar de todos terem sido ensinados em condições no primeiro ou segundo ano de escolaridade.
A regra é a seguinte: um C lê-se sempre como um Q, excepto quando se encontra antes de um e ou de um i, casos em que se lê como “ss”. Ou seja, sempre que vem antes de um e ou de um i, nunca leva cedilha! NUNCA. Portanto, chega de “voçês”, chega de “apareçe” e de coisas semelhantes.
(…) “

 

Retirado de: CulturaX

 

Por via das dúvidas e por que erros nestes post seria no mínimo irónico, este texto foi revisto no flip

O melhor do meu dia #8

(ontem)

 

Chegar a casa dos meus pais, depois do primeiro dia completo (acabou-se o horário reduzido) e receber um abraço e um beijo da E. 

 

Nota: A E. raramente dá beijinhos, o que torna este ainda mais especial. 

Pág. 1/2