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Serendipidade

(inglês serendipity) substantivo feminino 1. A faculdade ou o acto de descobrir coisas agradáveis por acaso. 2. Coisa descoberta por acaso.

Serendipidade

(inglês serendipity) substantivo feminino 1. A faculdade ou o acto de descobrir coisas agradáveis por acaso. 2. Coisa descoberta por acaso.

Textos #2

Li este texto já há algum tempo. Tocou-me porque também para mim os meus pais são a minha família nuclear, aqueles que sempre estiveram e que sei que sempre estarão, mesmo quando discordam. São eles que sei que me amam acima de tudo, que seriam capazes de tudo por mim. Como já não são novos, também eu tenho muito medo de os perder. E quando penso que isso pode acontecer, uma dor grande e aguda apodera-se do meu coração e só me apetece gritar NÂO!


 



"Perdas


Há dias, infelizmente, tive de ir ao velório do pai de um amigo. A perda é uma coisa que mexe muito comigo, mas a perda de um pai é, provavelmente, das coisas que mais me comove e me deixa o estômago reduzido a nada. Desde pequena que ficar sem o meu pai ou a minha mãe é a ideia que mais me atemoriza. Já tive perdas significativas na minha vida, mas acho que nada se compara a perder um pai. Desde sempre dei por mim a pensar que queria ser casada e com filhos quando esse momento chegasse, para ter de me concentrar neles e não morrer de desgosto. Uma ideia inocente, ou só parva. Agora, que tenho um filho, sei que a tristeza que sentirei quando esse dia chegar será absolutamente insuperável. Os meus pais (e agora também o Mateus) são as pessoas mais importantes do meu mundo. Sempre foram inexcedíveis com os filhos e sei que nunca lhes conseguirei agradecer ou retribuir o suficiente. A vida foi-lhes um bocadinho madrasta, pregou-lhes muitas rasteiras, mas foram-se sempre erguendo como podiam. São o meu orgulho e tenho medo que não saibam o quanto gosto deles. Em minha casa nunca se falou muito de sentimentos (acho que é por isso que eu sou um pequeno cubinho de gelo), e apesar de o amor sempre ter existido, às vezes essa é uma barreira um bocadinho difícil de transpor. Falar de amor, dizer alto o quanto gostamos. A minha família são os meus pais. Tenho tios, tenho primos, mas a minha família são os meus pais. Agora o Mateus, claro, o meu marido, a família dele, três ou quatro amigos, mas a minha família a sério... são só eles dois. E por isso não me consigo imaginar sem  eles, sem os telefonemas diários, sem o cuidado, sem o amor, sem a protecção. Sinto que se ficar sem eles fico sozinha no mundo e essa é uma ideia difícil de suportar. Os meus pais já não são novos (fui uma filha tardia) e também não são as pessoas mais saudáveis do mundo (sobretudo o meu pai), por isso, muito lentamente, vou tentando habituar a cabeça e o coração à ideia da perda, mas é um exercício impossível. Se só a ideia já me consome e me deixa completamente destroçada. É engraçado como chegamos a uma altura nas nossas vidas em que queremos inverter os papéis. Os meus pais sempre me protegeram, sempre fizeram tudo por mim. Agora gostava de ser eu a impedir que alguma coisa de mal lhes acontecesse. Queria guardá-los em qualquer lugar onde nada os atingisse, mas sei que só os posso guardar mesmo no coração."


 


Retirado do blog "A Pipoca Mais Doce"


Interessante, não?

Jantarito para hoje #2

Depois do treino e com as dores de corpo já aparecerem, um jantar levezinho, daqueles que não dão muito trabalho:


 



  • Sopa de abóbora, laranja e anis (receita aqui)


 



 


 



  • Salada de quinoa, tomate e hallumi grelhado (quinoa cozida, azeitonas em rodelas, tomate cereja cortado ao meio e uma fatias de halloumi grelhadas na frigideira até ficarem douradas, temperada com um pouco de azeite e sal)

Treino com o Treino Em Casa #1

Foi hoje. Estava previsto para sábado, mas foi hoje. 

Às 17h lá estava  em Belém a pensar: "Onde raio é que me vim meter. Não chegava o Powerplate?" E tinha razão. Levei uma grande tareia, mas ficou a vontade de continuar e não desistir. 

 

O treino começou com o aquecimento e seguiram-se os agachamentos. E foi aí que o Pedro me "enganou". Pediu-me para aguentar em agachamento estático até o esforço (a.k.a. dor) chegar a 10, numa escala de 0 a 10. E a Sofia, armada em chica esperta resolveu fazer isso mesmo. "Deixa-me mostrar que afinal não até não estou tão mal como isso!". Pois, o pior foram os lunges e a série de exercícios inspirada em boxe (mais agachamentos, lunges e saltinhos com murros à mistura) que se seguiram e em que a minhas pernas tremiam que nem gelatina. Chegou a um ponto que eu já nem sabia o que estava a fazer e trocava os movimentos e respiração todos. 

 

Depois disso salto à corda, exercícios para os braços e para abdominais. Quando chegou a altura dos alongamentos (coisa para a qual eu normalmente não tenho muito pachorra) só conseguia pensar: "Ufa, sobrevivi".

 

No sábado há mais (com direito à temida avaliação), isto é, se eu me conseguir mexer :)