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Serendipidade

(inglês serendipity) substantivo feminino 1. A faculdade ou o acto de descobrir coisas agradáveis por acaso. 2. Coisa descoberta por acaso.

Serendipidade

(inglês serendipity) substantivo feminino 1. A faculdade ou o acto de descobrir coisas agradáveis por acaso. 2. Coisa descoberta por acaso.

Mudam-se os tempos, mudam-se os corpos

 O texto em baixo mostra que o ideal do corpo da mulher variou bastante ao longo do tempo, mas que tal como a moda se torna cíclico, pois ora as mulheres para viverem esse ideal devem ter um corpo curvilíneo, ora devem ter liso, ora curvilíneo, ora liso, e assim continua e penso que irá continuar. 


Isto era tudo muito bom se até dependesse de nós, mas a verdade é que se podemos de alguma forma mudar a nossa alimentação e quantidade de exercício físico que fazemos, também é verdade que a genética tem algum peso. Acho que mais do que seguirmos modas ou tendências libertadas por revistas e estilistas, devemos preocupar-nos com o nos sentirmos bem e não interessa se temos curvas numa altura em que devíamos ser lisas ou vice-versa. Até porque estes ideais mudam, mas aquilo que deverá ficar sempre é a confiança em nós próprias. E acima de tudo, o discernimento que nos permite perceber que fazer loucuras (e aqui falo de anorexia ou bulimia) para tentar corresponder a uns padrões de outros e que mudam demasiado depressa, não nos vai levar a lugar nenhum, senão à infelicidade. 


 



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Conheça a "It Girl" da época: The Gibson Girl . O ilustrador Charles Gibson foi no início de 1900, o que os fotógrafos de moda são hoje. O seu sonho de mulher, transmitido nas páginas das revistas Life, Collier e Harper, rapidamente definiu a Beyoncé da sua era. Um corpo feminino com a forma de 8, de parar o trânsito.


Mas, a musa de Gibson, Camille Clifford era crítica do ideal. Ela cantou em seu show vaudeville, "Wear a blank expression/and a monumental curl/And walk with a bend in your back/Then they will call you a Gibson Girl.”


 


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Diga adeus às curvas monumentais, altura escultural e tudo o era jazz. Diga olá à Flapper. As curvas exageradas de Gibson foram substituídas por um busto e ancas pequenas.


Na moda, a linha da cintura desce vários centímetros abaixo do umbigo, fazendo das ancas estreitas uma necessidade. O foco é deslocado para baixo, para as pernas, onde a bainha à altura do joelho poderia expor o flash de uma liga com o baloiçar do vestido. Margaret Gorman, coroada como a primeira Miss América em 1921, era o ideal da época.


 


 


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Após o crash da bolsa, as bainhas voltaram descer a acompanhar o espírito que se vivia. Os vestidos são agora em viés. Tradução? Uma silhueta menos quadrada. A cintura natural (ao redor do umbigo) volta e há um toque de ombro também. O look sem peito tão popular na década de 1920, dá lugar a um pequeno busto, tornando-se esta era numa era de transição do look simples da década de 20, para uma década de 40 mais curvilínea. Photoplay, a revista popular na época, declara a atriz Dolores del Rio como a "melhor figura em Hollywood."


 


 


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Atten-shun! Não há adeus às armas ... mas sim um adeus ao visual mais suave dos anos 30. Graças à II Guerra Mundial, os ombros militares (amplos, quadrados e agressivos) tornam-se no “look du jour”. Os ângulos são a ordem do dia.


Tudo o que se traduz no visual do momento: pernas longas, silhueta mais alta e mais quadrada, possivelmente ecoando a expansão do papel das mulheres na força de trabalho, enquanto os homens estão no campo de batalha.


 


 


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Bem-vindo à era da ampulheta. Na década de 1950, o tipo de corpo ideal atinge proporções Jessica Rabbit. Após a angularidade da era da guerra, a volúpia suave foi valorizada acima de tudo. Anúncios da época, chegavam mesmo a aconselhar as mulheres magras a tomar suplementos para preencher as curvas. A revista Playboy e a Barbie foram ambas criados nesta década, ecoando uma cintura minúscula e o peito grande.


 


 


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Os anos 60 levam levam  a moda noutra direcção. O estreito está de novo na moda.  O olhar é agora fresco, de menina e com uma complexão andrógina. Modelos como Twiggy representam um novo ideal: cara de boneca, silhueta estreita e pequena. A roupa suporta este look: vestidos estreitos a remover a cintura, um busto menor e ancas estreitas, a semelhança da transição de Gibson para flapper.


Mais e mais mulheres retiram o cinto e passam a andar com roupas menos restritivas. O trade-off? Agora o look estreito e plano deve ser alcançado através de dieta


 


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Disco! Macacões! Calças à boca de sino! Esta década foi uma festa. Mas a estrela da festa ainda é pressionada a manter um corpo esbelto, a fim de desfilar estas modas na discoteca. Tecidos sintéticos como o poliéster e elastano são abraçados, sendo muito mais reveladores e menos tolerantes em relação a tecidos do passado. A aparência geral continua a ser magra, especialmente no tronco, mas as curvas começam a voltar.


Tal como na década de 1930, essa década pretende afastar-se do corpo petite da década de 60.


 


 


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Supermodelos amazônicas reinam nesta década. Estas mulheres de pernas longas representam o novo ideal feminino. Mulheres como Elle MacPherson, Naomi Campbell e Linda Evangelista levam a debandada para fora da passerelle e para o coração da cultura pop, dominando os meios de comunicação e os vídeos musicais desta década.


 


 


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Kate Moss inaugura a era da criança abandonada. Há quem chame também "a miúda da heroína" devido ao olhar vazio associado a corrente musical grunge de Seattle. Com a sua estatura, Moss é inegavelmente pequena para uma modelo, mesmo dentro dos padrões da indústria. É um look pouco atlético, numa reação ao estilo da mulher atlética dos anos 80.


Calças de ganga, blusas largueironas e fragrâncias unissexo (CK One) todos apoiar o look andrógino que chega também a Hollywood (Winona Ryder)


 


 


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A supermodelo Giselle Bundchen traz o conceito de sexy de volta, de acordo com a Vogue. A ela é-lhe atribuído o ter terminando a era da "miúda da heroína." Foi-se o magro, a aparência pálida e os olhos de vidro da década de 90. Agora entramos numa era de abdominais visíveis e bronzeados falsos Bundchen é coroada "a garota mais bonita do mundo" pela revista Rolling Stone e domina a passerelle, anúncios e o show da Victoria Secret.


 


 


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Oo corpos "Bootylicious" estão na moda, promovendo as curvas através de ancas mais largas e um rabo maior. 


 


 


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fonte: http://greatist.com/grow/100-years-womens-body-image